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quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Lago

Passa vento, passa chuva, a terra se abre generosa para novos caminhos. Mas o Lago teimoso e desconhecedor da força de suas águas fica sempre no mesmo passado lamacento nunca conquistado, tentando superar fracassos e sem nunca tentar alastrar-se em algo novo. Revolve seu fundo turvo à procura de limpidez, transborda nas chuvas, mas sempre se rende nas secas. Não vive o momento presente e nem as perspectivas. Volta-se para trás e chama antigas companheiras, as pedras suas amigas. Mas ele não sabe que até as pedras um dia saem do lugar e prosseguem em seu caminho aproveitando de qualquer deslize para rolar em busca do avante, que se apoderam das chances e teem nelas aliadas na vida. Então ele tem sua fluidez tolhida por não aceitar a sua natureza maleável e fixar-se no curto, no mesquinho, no ralo. Até quando esse Lago, com força espiritual para ser um rio bravio se sujeitará à essa insignificância e fará um caminho novo? Talvez reste somente ele saber que atitudes iguais levam à caminhos e fins iguais...


                                                            Ainda espero ver estas águas fluir em uma linda cachoeira...

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